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Aterro zero: unidade fabril da M. Dias Branco trata 100% dos resíduos do processo

Aterro zero: unidade fabril da M. Dias Branco trata 100% dos resíduos do processo, Enzilimp

Unidade Jaboatão dos Guararapes evitou de dispor mais 550 t em aterro em 2021. Reúso de água também está entre as ações.

A M. Dias Branco, fabricante nacional de massas e biscoitos, adota o projeto de aterro zero em suas 14 indústrias no país, que empregam no total cerca de 16.500 colaboradores. Hoje, a planta de Jaboatão dos Guararapes, PE, opera com 100% dos resíduos destinados de forma sustentável. Em 2021, já evitou de dispor mais de 550 toneladas de resíduos em aterro. Outras duas unidades industriais estão próximas de alcançar a marca de 100% de tratamento: Gorduras e Margarinas Especiais, em Fortaleza, CE, e São Caetano do Sul, SP, ambas com atual índice de reciclagem de 98,2%. A companhia está desenvolvendo plano para implementar o projeto, que foi iniciado em 2014, nas demais fábricas. Hoje, apenas 11% do total de quase 50 mil toneladas de resíduos gerados ao ano na M. Dias Branco é destinado para aterro.

Aterro zero: unidade fabril da M. Dias Branco trata 100% dos resíduos do processo, Enzilimp

O aterro zero apresenta benefícios nos aspectos ambiental e econômico. Requer um período de desenvolvimento de reutilizações e/ou novas destinações, favorecendo o enobrecimento dos resíduos gerados e, consequentemente, tornando-se viável. “Quanto ao aspecto ambiental, além das destinações mais nobres e aumento sensível do ciclo de vida dos produtos, a iniciativa apresenta relação direta na redução das emissões de gases de efeito estufa, diminuindo o impacto negativo nas mudanças climáticas”, explica Daniella Pessoa, gerente de Sustentabilidade Ambiental da M. Dias Branco.

Os resíduos sólidos são gerados em todas as etapas do processo de produção. Dessa forma, seguem para uma triagem e, posteriormente, para seus destinos, como coprocessamento, tratamento biológico, incineração, compostagem, reciclagem e rerrefino. Para a definição dos tratamentos, a M.Dias Branco obedece aos critérios de classificação, considerando as práticas mais adequadas em termos ambientais e de sustentabilidade, atendendo às legislações aplicáveis.

“Ao destinar os resíduos para tratamentos diferentes, fomentamos a implantação de uma economia circular forte, além de estarmos contribuindo para a redução da extração de matérias-primas diversas”, afirma Aricelma Ribeiro, gerente de Meio Ambiente da M. Dias Branco.

Nas unidades de Eusébio, CE, e Jaboatão dos Guararapes, PE, foi intensificada a geração de coproduto com parte dos resíduos orgânicos tratados como subprodutos. Em Eusébio, os resíduos de vidro que eram enviados para aterro passaram a ser aproveitados em coprocessamento em dezembro.

Segundo as gerentes, o maior desafio na implementação do programa está atrelado a questões tecnológicas disponíveis para todas as regiões do Brasil. Por exemplo, em algumas das localidades onde a M. Dias Branco tem fábricas não existem usinas de compostagem para tratar os resíduos orgânicos.

Na companhia, as unidades Gorduras e Margarinas Especiais – GME (Fortaleza, CE), Jaboatão dos Guararapes, Eusébio e Grande Moinho Tambaú (Cabedelo, PB) possuem ETEs – estações de tratamento de efluentes. Após tratamento, parte da água é reutilizada em sistemas de utilidades e em atividades de irrigação e descarga de sanitários, fechando o ciclo.

Fonte: Revista Hydro